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Pucon II

Na segunda-feira antes do 70.3 de Pucón meu técnico Vitinho me mandou as modificações da planilha da semana devido ao mal tempo no Rio. Para domingo, dia da prova, estava escrito: vai fazer seu melhor 70.3. Eu comentei rindo que essa era a melhor parte da planilha, mas não dei muita importância porque não estava muito preocupada com essa prova: resolvi fazer em cima da hora, estava vindo de uma fase intensiva de ciclismo, logo a corrida, meu forte no triathlon, não estava essas coisas. Por outro lado, estava vindo de uma mudança de paradigma nos meus treinos de natação e queria muito ver como me sairia em uma prova.  Apesar de estar desproporcionalmente tranquila, sempre fico muito mal no dia anterior à competição: me sinto cansada e fraca, com dores estranhas. Deve ser síndrome de abstinência de endorfina pela redução nos treinos. Queria ser daqueles que sentem a energia potencial se acumulando para liberar tudo no dia da prova. Então me concentrei nas coisas p...

Pucón I

Domingo 14 de janeiro eu participo do Ironman 70.3 em Pucón. Esse ano estou tranquila, não tenho mais medo de não conseguir apresentar um desempenho à altura do que treinei. Serenidade, confiança, eu finalmente conquistei. Eu achava que se não estivesse surtando antes da prova, na hora ia faltar o modo competição. Ano passado eu já tinha decidido que levaria comigo meus queridos morcegos (meus dois amigos mais próximos de equipe): desenhei asas de morcego nos braços com marcador permanente. Eu as via o tempo todo durante o pedal e lembraria dos inúmeros treinos de bike que os dois graciosamente me levaram na roda e que foram tão importantes para a minha preparação. Esse ano não é diferente... ainda não decidi o que vou fazer, mas Pucon está com muita cara se tornar pra mim a prova dos morcegos. O marcador permanente está na m ala! O 70.3 de Pucon tem a peculiaridade de ser logo no 2º domingo de janeiro, portanto é necessário manter a disciplina de treinos durante as festas de fim de an...

Minha longa jornada até o Mundial de 70.3 em Chattanooga

Tenho várias músicas guardadas em um canto da minha cabeça para quando estou competindo... sempre corri ouvindo música  antes virar triatleta.  Até hoje adoro!  Mas é  algo  que me permito apenas nos treinos longos de corrida  “ grama confortável ”  do domingo.   Essas músicas têm algo que me ajuda a seguir em frente enquanto sofro, pode ser só o ritmo mesmo,  ou então  a  letra ou parte dela  ...  No domingo 1º de outubro, durante a corrida do  Ironman 70.3 do Rio ,  que foi bem dura devido ao vento e o sol, Punks in  the   Beer  Light da banda nova-iorquina Silver  Jews  não saía da minha cabeça.    A letra é uma declaração de amor entre jovens bêbados e drogados, mas por fazer parte da minha  playlist  de corrida,  duas partes  se tornara m um mantra pra mim:     “ If   we'd   known   what   it'd   take ...